Nacional de fundo

“Há muito tempo que não fazia uma prova que me desse tanto gozo…”. Comentava isto com a Beatriz Gomes (actual Campeã do Mundo de maratonas).  Sem dúvida que estas provas pela duração (20 minutos) e pelo ritmo a que se correm, são espetaculares. O facto de ser em circuito e haver várias viragens, deixam sempre peripécias para contar.

Tenho pena que não se esteja a apostar mais neste tipo de distâncias (quer a nível nacional quer a nível internacional), pois este tipo de provas é certamente aquele que empolga mais os atletas e o público. Basta comparar o comportamento do público que não largava a margem do rio, com o que se passa num campeonato de pista, onde as várias largadas separadas acabam por tornar a competição mais monótona e menos cativante para quem está a assistir.

A minha prova (tempo 24:17)

Antes de falar na minha prova, falo nos meus treinos. No ano passado dediquei-me um pouco ao triatlo, mas no final do ano uma lesão no joelho impede-me de correr ou de andar de bike. Por isso desde Janeiro que só nado e ando de k1.

Por outro lado a nível profissional e familiar, as coisas tem andado mais exigentes e os treinos tem agora outro peso no meu dia a dia. Aliás já nem consigo treinar diariamente, mas mais à frente falo sobre isso.

Como sabia que não estaria em grande forma com tão pouco treino, decidi adotar uma estratégia mais cautelosa e moderada. Não fiz como em 2009 onde fui um dos primeiros a largar (parecia um foguete). Arranquei moderadamente, e ao fim de 200m já estava a olhar para o lado para ver se conseguia apanhar boas ondas.

Depois da primeira viragem (volta grande) consegui integrar um grupo, com o Vilaça e o ritmo era do meu agrado, nem muito forte nem muito fraco. Depois foi onde a experiência começou a fazer a diferença. Neste tipo de provas as viragens são fundamentais e é muito importante não perder terreno aí. Os pontos fundamentais são nas entradas para as boias e nas saída das mesmas.

Depois há ainda as ultrapassagens a atletas mais lentos, e eu, ao ultrapassar uma C1, fui pelo lado de dentro, quando reparei que os meus dois adeversários iam pelo lado de fora, dei um puxão e produziu o efeito desejado, um ficou para trás o outro (Pedro Rodrigues do Odmirense) conseguiu colar de novo mas já debelitado. No sprint final puxei e venci o sprint.

Em fim, como podem ver, fiquei a meio da tabela (25º) mas o gozo que tive foi o mesmo dos 3 primeiros. O treino tem sido bom e apesar de não estar em grande forma senti-me muito bem em toda a prova e hoje não me sinto muito cansado (até já ía fazer um treininho).

Podem consultar os resultados da prova no site da FPC.

Uma nova abordagem ao treino

Esta pausa nos treinos, fez-me sentir uma coisa, quando se chega à minha idade (36 anos) não vale mesmo a pena treinar todos os dias. Ou pelo menos treinar tanto como estava a fazer. O resto da época vou experimentar fazer volume ao fim de semana, quando tenho mais disponibilidade e durante a semana 2 a 3 treinos mais intensos de 45 min a 60 min. O meu objetivo é fazer o Nacional de Pista com um tempo abaixo dos 4:17 aos 1000m.

Neste esquema de treino vou manter a natação e a bicicleta, pois mesmo que este ano não consiga fazer nenhum triatlo, para o ano espero voltar a fazer dois ou três.

A “ARMADA DA NABÂNCIA”

Mais uma vez a “Armada” da Nabância esteve no nacional de fundo… desta vez fui só eu e o Jacks, mas levamos fotografo oficial (Cosmo) e o nosso assistente (Fernando). O Jacks para quem não conhece, é um Veterano B na casa dos 50. É diabético insulina-dependente mas participa em várias competições, e nesta não foi o último. Também fez uma prova espetacular com um sprint final soberbo.


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