Bom desde Agosto que não “postei” mais nada, mas hoje recebi um email de um canoísta do Brasil que me perguntava algumas coisas sobre material de canoagem para importar para o Brasil, e na mensagem referia também que seguia os meus sites (este blog e o canoagemonline). E fez uma observação ao facto de já á algum tempo não escrever nada aqui.
Bem, não tenho dito nada, mas não quer dizer que tenha andado parado… então aqui vão alguns assuntos:
Treinos
Setembro foi um mês de muito trabalho na empresa (Tecla Digital) e deixou-me sem tempo para treinar grande coisa, para além do mais agora com duas crianças em casa o tempo não dá para nada. Mas ainda assim tenho corrido bastante e um dia destes fiz 10km em 47 min… nada mau. Pensava eu que tão cedo não baixava dos 48 min.
Na água tenho feito muito pouco k1, pois o Nabão está cheio de límos. E estar a ir para a barragem, perco muito tempo. Já no ano passado foi a mesma coisa e só comecei a fazer k1 em Dezembro. Mas a partir de agora quero tentar fazer uns km ao fim de semana. Durante a semana faço uns pequenos treinos de técnica de slalom… tenho evoluído alguma coisa e estou a desfrutar imenso o meu novo k1 de slalom da Nelo.
Antes de terminar o assunto dos treinos, deixo só a nota que o Garmin Connect está a ficar cada vez melhor com novas funcionalidades. Por exemplo o calendário onde podemos visualizar melhor o nosso registo de treinos e os totais semanais.
Com o Garmin Connect agora tenho possibilidade de ver os treinos num calendário. Óptimo para ter uma visão mais global do que ando a fazer.
Comissão de águas bravas
Como responsável da Comissão de Águas Bravas da Federação Portuguesa de Canoagem, tenho andado também bastante aterefado. No dia 11 e 12 de Setembro estive em Espanha (La Seu d’Urgell) a acompanhar a prova dos ateltas da selecção portuguesa no Campeonto do Mundo de Slalom. Fantástico ver a elite mundial com performances incríveis onde destaco o esloveno Peter Kauzer e o francês Tony Estanguet (campeões do mundo k1 e C1).
Por cá tivemos no dia 13 de Setembro mais de 200 inscritos na prova dos Torneios Abertos de Slalom. Mas na verdade isso não quer dizer muito, pois apenas uns 20 por cento serão canoístas realmente interessados no Slalom. Bom mas apesar de tudo convoquei os medalhados para um estágio de aperfeiçoamento de slalom que iremos organizar aqui em Tomar na Quinta dos Ganados (um lugar espectacular) com o apoio da Nabância.
Paralelamente a isso, tem decorrido as provas do Circuito Nacional de Slalom. São provas de promoção especialmente dedicadas aos mais novos e aos que estão a começar. Na minha opinião vão dar frutos muito em breve. O pessoal anda mais entusiasmado e para os miúdos é óptimo terem mais provas para os motivar para os treinos. Eu próprio já estou a sofrer esse fenómeno… tenho treinado muito mais slalom do que treinaria se não houvesse provas.
Freestyle
Em Agosto ainda consegui gozar um pouco na onda da Barragem do Castelo do Bode, mas em Setembro não me sentei no meu belo Project 52 da WaveSport. Mas os meus amigos Pedro Rodrigues e o Pai já andam a arranjar maneira de me por de novo a curtir numa onda. Trata-se da onda do Rio Vizela em Fafe. Vamos ver como vai ficar…
Obras de melhoramento da Onda de Fafe
Bom por agora é tudo, já é tarde e amanhã tenho de me levantar cedo “para variar”.
Este assunto tem sido levantado no fórum do canoagemonline recentemente, porque o rolo de Penacova após a intervenção feita pela autarquia com a orientação do JOJO no ano passado transformou o “rolo de Penacova” no “retorno de Penacova”.
Aquilo que até ali era um spot de eleição para o freestyle nacional acabou por ser abandonado totalmente.
Recentemente com o surgimento da comissão de águas bravas e da integração de duas competições nacionais no calendário da FPC, houve a tentativa de realizar mais uma prova em Penacova. Mas foi impossível porque o rolo não apresenta condições de segurança.
Agora que os caudais no rio Minho estão incontroláveis (inconstantes) a realização de provas nesse rio também é um cenário improvável. Ou seja há que dar a volta ao “retorno de Penacova” e tentar trazer de volta o “rolo de Penacova”.
Ponto de partida
inicialmente o “rolo de Penacova” funcionava bem com o caudal ecológico mas tinha um problema, a profundidade. Era muito baixo e para além de se bater no fundo quando se fazia manobras verticais e se virasse-mos íamos constantemente por ali a baixo a bater com as costas em calhau. Para subir novamente também era complicado. Havia que ganhar alguma profundidade para melhorar o spot. Podes ver uma notícia no canoagemonline sobre o spot nessa altura em 2005, clica aqui.
A Primeira intervenção
Jorge Jorge (Jojo) junto com o Nuno Benedito conseguiram que a autarquia de Penacova fizesse uma pequena intervenção com uma escavadora para melhorar o spot. Na minha opinião essa intervenção foi perfeita e o rolo já permitia fazer boas manobras verticais e mesmo surfar em onda quando das descargas e já não se batia no fundo com a pagaia ou capacete.
Foi realizada então nessa altura em 2007 uma prova com as melhores condições de sempre em Portugal. Vê o vídeo da prova (também no canoagemonline).
A segunda intervenção (o erro)
Na minha opinião a segunda intervenção foi o maior erro. “fechou-se a água” máquinas dentro do leito, grandes escavações, e terraplanagens… com o intuido de afundar mais o rolo, mudou-se completamente a morfologia do spot e perdeu-se tudo o que se tinha antes. Vê outra notícia no canoagemonline sobre este assunto, clica aqui.
O que temos agora
Agora temos um retorno excessivo e perigoso, que não permite fazer provas de freestyle e constitui um perigo no caso de algum canoísta ou banhista menos conhecedor caia dentro daquela “máquina de lavar”.
Brevemente irá ser feita uma nova intervenção com o fim principal de tornar o local mais seguro. Se o rolo ficar bom para freestyle… melhor.
Uma breve pesquisa sobre o assunto
De modo a expor melhor as duas situações atrás, fiz uma breve pesquisa na internet e encontrei um artigo que expressa precisamente esta situação:
Surface Stopper (Noisy)
Este tipo de obstáculo stopper (salto hidráulico) como o nome indica tudo se passa à superfície, ou seja o desnível provoca um aceleramento da água mas a onda/rolo é formado à superfície o movimento da água tem um sentido mais “horizontal” como podem ver na figura.
salto hidraulico superficial
Como podem ver não há grande diferença entre os dois níveis do fundo. Esta era a situação original do rolo de Penacova. Neste tipo de rolo um kayak ou outro objecto flutuante, fica retido na espuma branca bem visível e barulhenta num rolo deste tipo. Contudo se um canoísta se ejectar é rapidamente arrastado para fora do rolo pela corrente por baixo da espuma.
Deeo re-circulating stopper (quiet)
É o que nós chamamos vulgarmente de retorno e infelizmente é o que se encontra normalmente na maioria dos açudes artificiais.
Neste caso a diferença do desnível (salto) é maior e a maior parte da actividade passa-se debaixo de água. Há menos “espuma branca” e estes rolos são menos ruidosos que os anteriores. Este tipo de stopper é mais perigoso não só porque pode prender um canoísta que se tenha ejectado, mas também à superfície aparenta águas mais calmas e menos assustadoras.
Salto hidraulico em profundidade
Como podem ver na figura esta é a situação actual do “rolo de Penacova”. O aumento do desnível fez com que a morfologia do rolo passasse de um Stopper superficial a um stopper mais profundo e perigoso.
Soluções
Haverá certamente várias soluções: voltar a por pedras no fundo de modo a diminuir o desnível e tornar o rolo mais superficial, facetar o final da rampa com um ângulo próximo de 45º, aumentar o escoamento da água a jusante entre outras que provavelmente os mais entendidos na matéria possam indicar. Mas acho que é importante fazer alguma coisa o mais rápido possível
Finalmente consegui um tempinho para dar uma saltada à “onda da barragem” no Castelo do Bode. Infelizmente não consegui companhia mas lá fui até ao Zêzere para tirar as teias de aranha ao meu Wavesport, que já tem 6 meses mas ainda está como novo.
Como fui sozinho, tive de me desenrascar a fazer o vídeo... até não ficou muito mau.
Aproveitei a ida para fazer um pequeno vídeo em jeito de documentário para vos mostrar como chegar e como funciona a onda.
Como já não fazia freestyle há muito tempo, senti-me muito enferrujado e preso. Mas mesmo assim deu para me divertir um bocado. O caudal não estava tão forte como das vezes que apanhei a onda no ano passado, mas a onda estava razoável. Estava mais rolo do que onda, e mais uns 5 a 10 metros cúbicos o spot ficava perfeito.
Bom dá uma olhada no vídeo onde vos mostro a onda. Para chegares até lá basta desceres a estrada que vai ao fundo da barragem e continuar na estrada de terra até ao local onde indico no vídeo. Alguma dúvida podem mandar-me um mail para raul@canoagemonline.net.
No ano passado o rolo de Penacova sofreu grandes alterações com vista a melhorar o spot. Mas infelizmente estas coisas são difíceis de ajustar e o rolo ficou mais fundo mas demasiado retentivo e até perigoso.
No fim de semana passado em Coimbra (nacional de maratonas), pude falar pessoalmente com o Vereador Pedro Carpinteiro, que me disse que na segunda feira uma máquina ía estar no rolo a fazer trabalhos de limpeza. Perguntou-me se eu tinha possibilidade de passar em Penacova nesse dia para ver se podíamos fazer alguma coisa para tornar o rolo mais seguro.
Disponibilizei-me de imediato, pois era uma oportunidade que não podíamos deixar passar e na segunda feira fui lá. Como o rolo estava demasiado retentivo, aquilo que a máquina fez primeiro foi abrir um pouco o canal mais a baixo para que a água descesse com mais facilidade. Mesmo assim não mudou muito o rolo. Então pedi-lhe que fizesse uma barreira do lado direito (estando virado para baixo) para travar um pouco a contra corrente que empurrava muito para o rolo. Melhorou mas ainda não era o suficiente.
Aproveitou-se a presença de uma máquina para limpesa do rio para dar um toque no rolo.
Já começava a ficar sem esperanças, mas como última tentativa pedi para colocar algumas pedras mesmo dentro do rolo. Isto porque desde sempre achei que se tirasse-mos as pedras a água caía demasiado na vertical e perdia as características do spot. Bom o que interessa é que esta última tentativa resultou. Ao colocar algumas pedras, o rolo ficou logo menos retentivo e seguro. Já dá para entrar com facilidade e sair do rolo.
No final estava satisfeito com o resultado e ainda deu para testar o meu novo Project 52.
Mas não há bela sem se não, nas manobras mais verticais (loop) acaba-se por tocar em algumas das pedras. Bom mas não tive muito tempo para testar em todas as partes do rolo. Mas acho que o rolo está mais seguro e isso é o mais importante. Vamos agora ver se com as descargas as pedras saem do lugar e o rolo muda a sua configuração.
No calendário da FPC está agendada para dia 12 de Junho a Taça de Portugal de Freestyle, já podem começar a treinar no local. No dia antes vamos organizar um pequeno workshop de freestyle no local.
O meu novo barco
No final deu ainda para experimentar o meu novo Wavesport Project 52. Já o tinha experimentado no Sobreirnho em água parada as em rolo foi a primeira vez. E para um primeiro contacto fiquei positivamente surpreendido com a facilidade com que me adaptei ao barco. É realmente muito facil de manusear. Pena que já era um pouco tarde e por outtro lado estava ali sozinho sem companhia. Não deu para filmar nada mas da próxima vez que for treinar vou tentar fazer um pequeno filme.
Já foi hoje oficialmente divulgado no site da FPC a constituição da Comissão de Águas Bravas da qual eu fui nomeado presidente. Para mim é uma honra poder fazer um trabalho em conjunto com pessoas tão copetentes e empenhadas no desenvolvimento da canoagem como são as pessoas que itegram a direcção da FPC e claro está, sempre com o apoio do Marcos (uma das “pedra base” de toda a estrutura da FPC).
Já há alguns anos que venho acompanhando toda a actividade do Slalom e ajudado a Federação quando solicitado. Mas agora é diferente. Foi-me dado um voto de confiança e toda a liberdade para estruturar, dirigir, acompanhar o desenvolvimento do slalom.
Não será tarefa fácil. pois infelizmente o slalom tem um passado de alguns conflitos e pequenos atritos entre alguns dos clubes. Mas penso que todos irão deixar essas questões pessoais de lado e estou certo que darão o seu contributo para que tudo corra pelo melhor. Porque tal com eu todos querem o bem par ao slalom, embora haja opiniões e pontos de vista diferentes.
Bom mas esta comissão constituida por mim, pelo Leonel Castro e pelo Nuno Benedito, não vai só estar encarregue do Slalom. Vamos também tentar promover o Freestyle no nosso país. Para tal contamos também com o forte empenho da autarquia de Penacova, que será bem útil para a promoção de alguns eventos e actividades no rolo de penacova (se bem que vai necessitar de algumas mexidas).
Pois é regressei à base. O meu primeiro kayak de freestyle foi um EZ da Wave Sport e agora depois de ter passado pela Riot, Prijon, Dagger e Pyranha, voltei a adquirir um Wave Sport. Desta vez é um Project 52, modelo de 2009.
O meu novo Project da Wave Sport ainda embalado no Sobreirinho
Ainda não tenho fotos dele em acção, mas a primeir impressão foi muito boa. Realmente há uma grande diferença entre o comportamento deste barco e todos os outros que já experimentei.
O Sobreirinho estava com água a mais no Domingo, mas mesmo assim deu para brincar um pouco na comporta 2. Em água parada é um luxo. No entanto o meu antigo Agent é um pouco mais estável do que este. O que o torna uma melhor opção para quem não tem ainda muita prática. A propósito estou a vender o meu Dagger Agent por 600 Eur (negociáveis), quem quiser aproveitar é só dizer (raul@canoagemonline.net).
Estou a vender o meu antigo Dagger Agent 6.2 por apenas 600 Eur (negociáveis)
Após obras de melhoramento na onda, elaboradas pela Câmara Municipal, Penacova recebeu a segunda prova do Campeonato Nacional de Freestyle. Deixo aqui um post com uma descrição e alguns comentários meus. Também podem ver no final um pequeno vídeo da minha prova
Não sei bem porquê a FPC resolveu, ao contrário das outras especialidades, dividir o campeonato Nacional em duas provas em vez de fazer numa só prova. A meu ver errado e penso que essa situação vai ser rectificada para o ano com a realização do Campeonato Nacional numa única competição, podendo haver outras provas para a Taça de Portugal.
Report
Bom, mas passando ao “report” propriamente dito desta prova, para mim tudo começou na sexta. Como estava bastante curioso em relação ao resultado das obras na onda de Penacova, resolvi tirar a sexta feira e parti de Tomar logo de manhã junto com a Sofia e a Leonor (família).
Sexta pude fazer uma pequena sessão de treino para ver como estva
Mal cheguei ao local e vi o rolo, fiquei algo apreensivo. Estaca bastante retentivo e com uma “espuma” pouco “oxisnada”, sinais de um retorno algo perigoso. Como o rio estava a baixar, resolvi esperar mais uns minutos para ver o resultado. E realmente a coisa começou a ficar melhor, ou seja menos retentivo.
Nas primeiras duas ou três passagens que fiz, o rolo “agarrou-me bem” mas mantive a calma e consegui sair sem problemas, mas vi logo que se estivesse assim no sábado, ía haver alguns artistas com dificuldades (parece-me que não me enganei.
Fui almoçar no restaurante Côta, ali perto e à tarde fui instalar-me na Pensão Avenida, nada de luxos, mas bem porreirinha e com atendimento simpático. Para quem estiver interessado no futuro os preços variam entre 20 Eur e os 35 Eur por noite (individual ou duplo).
Ao final da tarde voltei ao rolo, e já lá estava o Jojo, o Nuno e a namorada. Entrei e realmente o rolo já não tinha nada a ver com o que apanhei de manhã. Estava menos retentivo. Não é um rolo perfeito por “puxa-nos” demasiado para dentro dele. Temos de fazer uma ou duas manobras e procurar de novo posição mais afastada do “buraco”.
Treino na sexta
Nessa sessão estava a praticar os split e cartwheels, pois o loop não me estava a sair nem por nada. O Nuno estava a tentar o félix uma manobra que dá um efeito espectacular. Experimentei também para a esquerda e nada, tentei para a direita, o meu lado melhor, e saiu quase. O Nuno disse-me que eu estava a fazer muito em cima do “buraco”. Tentei então iniciar a rotação um pouco antes e “voila” saiu quase perfeito. Tentei mais 4 ou 5 vezes e a manobra já me estava a sair muito fluída e fiquei com confiança suficiente para a experimentar na competição.
Dia da competição
No sábado de manhã, cheguei ao local da prova e já lá estava algum pessoal, nomeadamente o “incansável” Marcos da Federação e o JoJo da Pagayak. O rolo estava igual ao que eu tinha encontrado na sexta de manhã, impraticável. Houve alguns aventureiros algo ingénuos que tentaram entrar e deram-se mal, conforme eu havia previsto na sexta. O que vale é que ninguém se aleijou.
Sem dúvida que mexer no leito do rio não é uma ciência exacta e tem que ser na base do “mexe um bocadinho, e experimenta, mexe outro bocadinho e experimenta de novo”. Mas penso que não é nada de grave e com algumas pequenas modificações de modo a aumentar a cota da parte de baixo, o desnível será melhor e o rolo pode ser que fique melhor.
Às 15h00, deu-se então o início da prova com a realização de duas mangas eliminatórias e 3 mangas na final para os 5 melhores das eliminatórias. Nas categorias com menos de 5 participantes optou-se por se fazer também eliminatórias para dar possibilidade de os atletas ganharem o máximo de experiência competitiva.
A Participação
Estavam inscritos cerca de 30 participantes, mas houve muitas faltas de comparência e também podia ter havido mais público. Penso que se se fizer de futuro as provas num domingo, não seria má ideia. Permitiria treinos livres todo o sábado e talvez mais participação e público no domingo.
Também me deram outra sugestão hoje, de conciliar com a competição a possibilidade de o publico poder dar uma voltinha de canoas sit-on-top na parte de cima, fazer do evento o dia da canoagem em Penacova e talvez convidar os alunos das escolas da região.
A Organização
Em termos organizativos, acho que tudo esteve bem, notou-se uma participação efectiva da Câmara de Penacova onde inclusive o presidente apareceu várias vezes durante o dia para ver se tudo estava a correr bem. Contudo faço aqui algumas sugestões que penso melhorarem a competição, sei que foi complicado organizar mas estas sugestões são mesmo sugestões para melhorar e não críticas para deitar a baixo:
o sistema de 2 mangas eliminatórias e a melhor de 3 na final é o melhor formato, mas não entendi porque é que a ordem de saída nas finais foi a mesma das eliminatórias, deveria ter sido do que teve menor pontuação para o que teve melhor pontuação.
Um speeaker faz sempre muita falta, a música estava bem escolhida (altamente Hugo) mas se alguém fosse explicando ao público o que se estava a passar e fazendo alguns comentários para animar a malta, seria uma boa ideia.
Também deveria haver alguém destacado para fazer segurança tanto da margem com uma corda como num kayak dentro de água. Sei que estava lá uma corda, mas foi porque por acaso a Nabância trouxe.
Da esquerda para a direita, Presidente da CM Penacova, rsponsável do desporto e Jorge Jorege.
Resultados
Como já disse anteriormente, a participação não foi em grande número mas os que estiveram presentes são aqueles que realmente gostam do freestyle e que tiram gozo desta vertente da canoagem.
Em relação a mim, estive muito calmo e descontraído durante todo o fim de semana, e a prova correu-me muito bem. Também o facto de a final ser disputada no sistema de a melhor das 3, ajudou-me a não ficar tão tenso e fazer a prova mais à vontade.
Alta foto do Marcos, fico sempre a fazer grandes caretas
C1 - nesta classe estiveram presentes atletas da Galiza muito jovens que também estão agora a dar os seus primeiros passos na modalidade.
K1 Junior – Nesta classe, o duelo foi entre o André Gomes dos Arcos e o Pedro Rodrigues de Fafe. O André levou a melhor notando-se um pouco mais de experiência. Contudo estes dois jovens saíram de Penacova bem motivados para treinar mais e evoluir e isso é o mais importante neste momento.
k1 Feminino – Haviam várias inscritas mas à última da hora só a Marta Noval de Fafe se apresentou para competir. Marta é sem dúvida uma molher sem medo e já revela algumas noções de controlo do kayak num rolo tecnicamente muito difícil.
k1 Masculino – Depois das eliminatórias ficaram apenas os 5 melhores: 5º Raul Fernandes da Barquinha, 4º “Batatinha” da Nabância, 3º António Palavra de Aveiro, 2º Hugo Martins do + kayak e em 1º eu, Raul Estrela da Nabância.
Eu fiquei em 1º, o Hugo foi 2º (à esquerda) e Palavra 3º (à direita)
Para o campeonato Nacional a classificação era feita com a soma de pontos das duas provas do Campeonato Nacional, como eu não tinha participado na primeira prova fiquei logo em desvantagem, mesmo tendo ganho esta prova, acabei por ficar em 4º lugar.
Vídeo da minha prova
Este ano com a minha filha sempre por perto a requerer atenção não me foi possível filmar nem à Sofia. Mas graças à Anita dos Tamecanos consegui algumas imagens da prova, mas só deu mesmo tempo para fazer uma pequena montagem das minhas melhores manobras durante a final. Fica aqui o vídeo.
Notas finais
Como o Marcelo de Sousa, deixo também aqui as minhas notas finais .
Queria em primeiro lugar destacar o Jorge Jorge da Pagayak, pelo seu empenho durante estas últimas semanas tanto nas obras para melhoramento do local, como na organização da prova. E mais, abdicou de competir para arbitrar, perdendo assim a possibilidade de lutar pelo primeiro lugar no campeonato (venceu a primeira prova).
Agradeço e fico muito contente pelo David (Panadeiro) ter aparecido, soube que passou mal a noite de sexta e que mesmo assim fez questão de vir com os míudos do seu clube. Obrigado a ele.
Outra nota para o Filipe e Anita, que apesar de não estarem federados, vieram até Penacova para dar um grande apoio moral, algo que faltou e que se mais gente tivesse feito como eles, o evento ficaria mais rico. Obrigado a eles. Ah, a “Nono” manda-vos um beijinho grande e ao Vasco de Fafe também .
Bom, tal como prometi, aqui fica o post sobre o Open Ibérico onde participei no passado fim de semana em Arbo do outro lado da fronteira (Melgaço).
Já há mais de um ano que não entrava numa competição de freestyle e por isso tive de me adaptar novamente. Mas quem se ressentiu mesmo foi o meu corpo, como disse antes estou todo dorido. Não é que esteja em baixo de forma, pois este ano até tenho treinado. Mas o freestyle é muito mais exigente a nível muscular principalmente ao nível de braços e todo o tronco.
Bom a viagem foi longa e por isso tinha de aproveitar bem. E foi o que fiz, saí de Tomar na quinta feira porque tinha de passar em Coimbra para a minha mulher fazer uma ecografia. Sim vou ser pai pela segunda vez e é outra menina
Continuando, chego a Melgaço na Quinta dia 18, dia em completei 34 aninhos… eh eh. Mas os tipos da barragem não se lembraram de mim e a “torneira” do rio Minho estava toda aberta” e por isso não havia onda para ninguém.
ALOJAMENTO EM MELGAÇO
Segui então para o Albergue da Boavista, onde gosto de ficar porque é sossegado e a relação preço qualidade não é má de todo (50 Eur quarto de casal).
Há outras opções mais em conta. Para a próxima talvez experimente a Pousada de Juventude perto do Centro de Estágio de Melgaço. Ou então façam como o Jojo, que levou a sua catita auto caravana.
SEXTA FEIRA, OS TREINOS
7h20 da manhã, toca a acordar (só eu as mulheres ficaram no hotel). Pequeno almoço tomado e sigo para o rolo de Arbo, que normalmente funciona até às 10h. Quando cheguei já se estavam também a preparar o Hugo Martins e o Jorge Jorge (Jojo). Boa assim tive companhia.
Lá fomos para baixo. Assim que entrei no rolo vi logo que estava diferente. Alguma pedra mexeu-se e agora está menos retentivo e requer mais cuidado para não sair.
Ao fim de 10m minutos a “bombar” já estava mais feito ao rolo e lá foram saindo uns cartwheels para a esquerda (para a direita estão agora mais difíceis). os Splitwheels estavam a sair perfeitos e bem veritcais mas depois disso tirando um ou outro loop que lá ía saindo o meu leque de manobras começa a esgotar-se.
Sim agora os regulamentos mudaram e favorecem mais a variedade de manobras. Antigamente contavam as pontas de técnica (1,2 e 4 pontos) e por isso a malta não arriscava mais do que aquelas manobras que nos permitiam pontuar alguma variedade e fazer muitos pontos de técnica. Continue reading